Este espaço nasceu para acolher todas as práticas espirituais, sem limites de religião, doutrina ou caminho. Aqui, o que nos guia é a vivência real, a fé sentida e a experiência que transforma.
Nosso blog é dedicado a compartilhar relatos espirituais e experiências religiosas vividas com verdade, respeito e profundidade. São histórias de pessoas que admiramos e respeitamos, que caminham com compromisso espiritual, independentemente do nome que deem à sua fé.
Cada texto publicado carrega memória, aprendizado e caminho. Não falamos de teoria, falamos de vivência. De encontros com o sagrado que marcam, curam, despertam e transformam.
Dedicamos este espaço com muito carinho dentro do nosso site como uma extensão das Rotas Sagradas que acreditamos existir na vida de cada pessoa. Caminhos diferentes, únicos, mas que se encontram no propósito, na verdade e no respeito ao espiritual.
Que este blog ajude você a conhecer um pouco mais dessas Rotas Sagradas feitas de experiências reais, palavras sinceras e caminhos vividos.
Seja bem-vindo(a).
Aqui, cada história é um caminho.
Cada vivência é sagrada.
Sacerdotisa de Umbanda, Quimbanda e Ifá
Temos a honra de compartilhar vivências reais de como as religiões de matriz africana tocaram histórias, caminhos e destinos e, em consequência, transformaram e salvaram muitas vidas.
Este espaço é dedicado com profundo respeito e amor à nossa Mãe de Santo Priscila Oyanile.
Mulher de fé, coragem e verdade, cuja caminhada espiritual ilumina, acolhe e transforma todos que cruzam seu caminho.
Sua história não é apenas um relato, é fundamento.
Sua palavra não é apenas ensinamento, é cura.
Sua vivência é a prova viva de que o sagrado age onde há verdade, entrega e amor ao servir.
Que este blog seja também uma forma de honrar sua missão, sua força e tudo aquilo que, através das religiões de matriz africana, continua a guiar, levantar e salvar tantas vidas.
Foto da Mãe de Santo Priscila Oyanile em uma Gira de Umbanda

Eu acredito na Umbanda.
Não porque alguém me ensinou a acreditar, mas porque eu vivi na pele, no coração e na alma o que ela é capaz de fazer.
Acredito na Umbanda quando vejo um Preto Velho curvar a coluna cansada para levantar a alma de alguém.
Acredito na Umbanda quando uma Pombagira segura a dor que ninguém enxergou e devolve a mulher que alguém tentou destruir.
Acredito na Umbanda quando um Caboclo risca no chão o caminho que eu pensei ter perdido.
Acredito na Umbanda quando um Erê, com a inocência mais pura do mundo, me lembra que a vida ainda pode ser leve.
Acredito na Umbanda quando o cheiro do defumador muda o ar e, junto com o ar, muda a minha força. Acredito quando a gira vira oração, quando o tambor vira remédio, quando o corpo vira instrumento e o espírito vira resposta.
Acredito porque a Umbanda nunca me pediu perfeição. Ela só me pediu verdade. E verdade eu tenho, porque foi ela quem me devolveu.
A Umbanda me viu no escuro.
Me recolheu depois das quedas.
Me levantou quando eu já não acreditava mais em mim.
Me guiou quando todo mundo achou que eu ia desistir.
E foi ela quem disse, com a voz dos meus Guias:
“Levante. Você nasceu pra servir à luz.”
Por isso, hoje eu digo com o peito aberto:
Eu acredito na Umbanda porque a Umbanda acreditou em mim primeiro.
E enquanto houver um ponto cantado ecoando, um charuto aceso, uma pemba riscando o mundo invisível e um Guia estendendo a mão…
Eu vou continuar acreditando.
Porque a Umbanda não é apenas uma religião.
É casa.
É cura.
É caminho.
É a minha verdade.
Por: Priscila Oyanile Sacerdotisa Umbanda, Quimbanda e Ifá
A Quimbanda é visceral.
Não é religião pra quem quer romance.
É caminho pra quem tem coragem de olhar o próprio abismo e, ainda assim, seguir em frente.
A Quimbanda é visceral porque ela arranca máscaras.
Ela não aceita mentira, não aceita pose, não aceita alma morna.
Quem entra, entra com verdade ou não aguenta permanecer.
É visceral porque trabalha onde dói.
Porque toca o que você esconde.
Porque chama Exu e Pombogira não para te agradar, mas para te transformar.
Eles mexem na sombra, na raiva, no desejo, na ferida aberta e mostram que é justamente ali que mora a sua força.
A Quimbanda é visceral porque não promete céu.
Promete caminho.
Promete resposta.
Promete troca.
Promete consequência.
E ensina que poder nenhum vem de graça.
É visceral porque fala com a tua alma sem palavras.
É o arrepio na nuca quando Exu chega.
É o silêncio pesado antes do ponto riscar.
É o toque do tambor que acorda algo seu que sempre existiu, mas você não lembrava.
A Quimbanda é visceral porque te devolve pra você mesma.
Sem ilusões.
Sem purpurina.
Sem o medo de ser quem é.
Ela te dá o direito de existir inteira: luz, sombra e tudo o que te compõe.
E eu acredito na Quimbanda porque ela me ensinou a não ajoelhar diante da vida.
A olhar nos olhos do impossível.
A caminhar com firmeza mesmo quando o mundo tenta empurrar.
A Quimbanda é visceral.
E é por isso que transforma.
Porque só o que toca o fundo da alma é capaz de levantar quem já caiu tantas vezes e mesmo assim continua.
Por: Kamuzandala
Agradecemos imensamente a oportunidade de poder registrar sua história. Que este relato siga como memória viva, como inspiração e como testemunho do poder do sagrado quando vivido com verdade.
Que suas palavras continuem ecoando, guiando e fortalecendo todos aqueles que cruzarem suas Rotas Sagradas.
Com Respeito, Amor e Gratidão. .png)
Com respeito e gratidão, apresentamos a caminhada do Jorge Luiz, ele é nosso padrinho de Umbanda no Templo Raio Dourado, contribuindo de forma ativa e consciente com os caminhos espirituais desta casa.
Sua atuação orienta, fortalece e soma à nossa caminhada, sempre firmada no respeito aos fundamentos, às hierarquias e às forças que nos conduzem.
Adepto da Quimbanda junto a nós, no Templo de Quimbanda Reino da Padilha, compartilha com responsabilidade os processos espirituais vividos em nosso chão.
Sua trajetória é marcada pela seriedade, pela escuta e pelo compromisso com os mistérios que se revelam no tempo certo.
Também é sacerdote de Ayahuasca no Mistério Ancestral, conduzindo e guardando a medicina com preparo, consciência e respeito.
Desde 2025, consagramos juntos este sagrado, com disciplina, responsabilidade e alinhamento espiritual.
Seu caminho não se define por títulos, mas pela vivência construída passo a passo e pela coerência entre prática e verdade.
Este relato expressa parte da base humana e espiritual que soma à nossa jornada coletiva.
Além de sua atuação espiritual, Jorge Luiz é fundador da Registro Ancestral, empresa dedicada a registrar momentos únicos, especialmente em rituais de religiões de matriz africana e em consagrações de Ayahuasca, preservando a memória, o respeito e a ancestralidade desses encontros sagrados.

Minha história começa antes de qualquer fundamento, antes de qualquer ritual, antes de qualquer contato espiritual.
Começa na necessidade simples, humana e silenciosa de me encontrar.
Sempre carreguei a estranha sensação de não me encaixar.
Tentei caber nas formas que me ensinaram, tentei ser aquilo que diziam que eu deveria ser.
Mas o mundo externo nunca conseguiu responder às perguntas que nasciam dentro de mim.
Não eram perguntas sobre religião ou espiritualidade. Eram sobre mim.
Sobre o que eu sentia, sobre o que eu buscava, sobre meus erros, acertos e decisões.
E principalmente sobre quem eu era, pois conforme o tempo passava e a vida acontecia, crescia a sensação de que ainda faltava algo, mesmo quando tudo parecia no lugar.
Foi exatamente no limite desse vazio, quando as dores e angústias apertavam a ponto de não haver mais fuga, que a vida me obrigou a procurar respostas.
Meu primeiro encontro comigo mesmo aconteceu no que posso chamar de coração da floresta, guiado pela força da medicina Ayahuasca.
Naquele momento eu não sabia o que estava buscando, mas precisava entender por que minha alma gritava por algo que eu ainda não sabia nomear.
A Ayahuasca não me trouxe atalhos.
Ela me colocou diante de verdades que eu evitava, mostrou medos que eu fingia não ver e abriu memórias que eu nem sabia carregar.
Ali, sentado no chão de terra, compreendi que a espiritualidade não começa quando você encontra alguma coisa. Ela começa quando você finalmente encontra a si mesmo.
A cada passo que eu dava nessa direção, algo em mim se reorganizava.
Era como se um véu fosse sendo retirado, não do mundo, mas dos meus próprios olhos.
Eu me tornava mais consciente, mais atento, mais honesto comigo mesmo.
E quanto mais eu me aproximava de mim, mais o espiritual se revelava.
A medicina me mostrou que a espiritualidade não estava do lado de fora. Ela estava dentro de mim, esperando ser escutada.
Era como se o mundo espiritual dissesse:
“Agora você vai escutar tudo aquilo que sempre tentou silenciar.”
E quanto mais eu buscava respostas, mais perguntas surgiam.
Foi então que compreendi que o que eu buscava não era apenas espiritualidade. Era identidade.
Era a coragem de assumir quem eu era, mesmo sem saber exatamente quem eu seria.
Essa busca por mim mesmo me levou por muitos caminhos.
Encontros improváveis, mensagens diretas, avisos suaves e confrontos necessários.
Foi assim que entendi que espiritualidade nem sempre acolhe.
Às vezes, ela impulsiona.
E quando o que nos falta é impulso, me deparei com uma força que é sinônimo disso.
Exu se fez presente em silêncio.
Chegou quando ninguém mais estava. Não para me confortar, mas para me empurrar para fora do raso.
Era um chamado. Um convite à liberdade. Um movimento interno impossível de ignorar.
Eu ainda não entendia os laços que se formavam, nem a força do que se aproximava. Mas sentia, com absoluta clareza, que nada mais seria igual.
Foi assim que outras encruzilhadas começaram a se formar, outros caminhos se cruzaram e outras forças se aproximaram.
E então começou, de fato, a minha caminhada.
Hoje, sigo com respeito, consciência e responsabilidade, entendendo que espiritualidade não é destino, é processo.
Não busco certezas absolutas. Caminho atento aos sinais, à ancestralidade e às escolhas que se apresentam, sabendo que cada passo revela um pouco mais de quem sou.
Minha jornada segue viva, em movimento, guiada pela escuta, pela verdade e pelo compromisso de não retornar ao que é raso.

Por: Jorge Luiz
Com carinho, respeito e profunda gratidão, agradecemos por compartilhar sua história de forma verdadeira e entregue.
Sua abertura nos permite tocar outras vidas através da experiência real e vivida.
Cada palavra partilhada carrega aprendizado, consciência e responsabilidade espiritual.
Que sua caminhada siga sendo luz, referência e inspiração para muitos.
E que outros encontrem coragem para reconhecer e seguir sua própria Rota Sagrada.